segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Thiago Lacerda garante ter passado por cima do rótulo de galã

O consagrado artista, um dos principais destaques de A Lei do Amor, afirma manter sua vaidade sob total controle


Thiago Lacerda é Ciro em A Lei do Amor | <i>Crédito: Divulgação/Globo
Thiago Lacerda é Ciro em A Lei do Amor
Acredite se quiser, mas  Thiago Lacerda consegue, sim, ser ainda mais gato – se é que isso é possível! – pessoalmente. Com uma cuia de chimarrão na mão, o carioca – que aprendeu a gostar da erva-mate nos bastidores da minissérie A Casa das Sete Mulheres (2003) – recebeu TITITI há alguns dias nos estúdios da Globo, no Rio. Lá, onde grava a trama das 9, o belo e talentoso artista fez questão de defender seu personagem, o inescrupuloso Ciro. “Acho superficial tratá-lo como um cara do mal”, pondera Thiago, deixando a entender que o safado genro de Fausto (Tarcísio Meira) tem lá seus motivos para formar uma parceria maquiavélica com o não menos perigoso e vingativo Tião (José Mayer).

Apesar disso, o intérprete diz, aos risos, saber bem que  o marido de Vitória no folhetim não é flor que se cheire. “O Ciro é uma figura que representa um pouco dessa crise moral e ética que a gente vive hoje em dia”, comenta ele, que, no folhetim, volta a fazer par romântico com Camila Morgado. O primeiro encontro profissional de ambos rolou justamente na minissérie que o transformou num “quase” gaúcho. “É curioso repetir par romântico, sabia?”, conta, às gargalhadas.

A inspiração para criar esse tipo dúbio, uma vítima de si mesmo, nas palavras do ator, foi a série americana House of Cards. “Ali tem pessoas interessantíssimas”, analisa Lacerda, fã do trabalho de Kevin Space, que faz o político de caráter duvidoso Frank Underwood. “Não me inspirei em ninguém real não, viu?”, assegura com o mesmo humor. 

TITITI – Quais maldades o Ciro ainda será capaz de praticar em A Lei do Amor?
Thiago Lacerda – Estou tentando me distanciar um pouco dessa ideia de vilão. O Ciro tem, sim, uma ambição bastante desmedida e é o tipo de pessoa que perde a noção dos limites do código de convivência social. O interessante, para mim, é imaginá-lo como um cara legal.

Como é possível vê-lo como uma vítima de si mesmo?
Ele foi um menino talentoso e inteligente que, em algum momento, fez escolhas e hoje não consegue mais voltar atrás. Por isso, uma “vítima” das suas escolhas. Ele sempre soube que era muito melhor do que aquele lugar em que o colocavam. E sabia que merecia muito mais do que tinha. Para mim, é mais interessante encará-lo assim do que como um bandido. 

Então acredita que poderão até torcer por ele?
Não sei se terá uma torcida, mas é possível que alguns se identifiquem com ele. Ciro está entre nós! É um cara real, que a gente conhece. Mas acho que não vão querer comprar o barulho dele, não (risos).

Foi boa a experiência de dividi-lo com o Maurício Destri?
Ele é um ator maravilhoso e já conhecia há um tempo. Atuamos juntos em Cordel Encantado (2011) e, de lá pra cá, o vinha observando. Me impressiona o amadurecimento dele. Maurício e eu conversamos bastante sobre o Ciro, foi uma longa preparação. Enfim, meu trabalho é pegar esse fio da meada que ele deixou para continuar construindo o personagem.

Ao vê-lo atuar, como se sente em relação ao seu próprio início de carreira?
Cara, me dá uma vergonha (gargalhadas)! Essa molecada da nova geração é incrível! Acho o Maurício e o Chay Suede, por exemplo, muito bons! A gente está muito bem de jovens talentos. Sinto que eles não se incomodam com o que as pessoas pensam. Querem fazer o trabalho deles e pronto. 

Falando nisso, o rótulo de galã incomoda?
Passei por cima dele e nunca me preocupei se as pessoas me achavam bonito ou feio. Nem bom ou mau ator. Sempre foquei em fazer meu ofício da melhor maneira possível.

Considera-se vaidoso?
Tenho medo de não manter minha vaidade sob controle. Me incomoda profundamente  que as pessoas cometam erros graves por conta dela. A vaidade é uma coisa perigosíssima.

Como foi o reencontro com a Camila Morgado?
É um prazer enorme voltar a atuar com ela. Por afinidade, admiração... Camila é uma atriz deslumbrante, singular. Uma grande colega, divertidíssima. Gravar com ela é um barato!

Aliás, você também já fez par com a Grazi Massafera, que está na trama...
Ela sofreu muito preconceito no início e acompanhei muito de perto o sofrimento dela, sabe? A vi batalhando demais, querendo vencer, buscando o lugarzinho dela na carreira de atriz. E o carisma da Grazi é avassalador. Ninguém ensina isso em academia, é algo que você tem ou não. E, claro, ela também trabalhou muito e ralou bastante para chegar aonde chegou. Ela está num caminho muito interessante como atriz.

Costuma dar uma olhada sobre o que falam de você nas redes sociais?
A internet é uma coisa fantástica para o bem e para o mal. Confesso, não quero correr atrás, tenho mais o que fazer. Deus está vendo (risos)! Não me preocupo com o que as pessoas dizem por aí. Tenho para isso os meus amigos, a minha família.

Recentemente, fizeram um perfil falso em seu nome na web... Como reage diante disso, que é quase inevitável?
É impressionante como as pessoas têm coragem de ofender e inventar coisas. E a falta de uma boa educação para nosso povo faz com que acreditemos em tudo o que vemos nas redes sociais, por exemplo. Temos muita dificuldade em discernir as coisas, o que é um erro.

Fonte: Tititi

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