terça-feira, 3 de junho de 2014

Thiago Lacerda conta sua carreira profissional em evento na Univates

Cinema, Teatro e Televisão foram os assuntos abordados no talk show realizado com o ator Thiago Lacerda, o produtor Pablo Müller e o diretor Diego Müller nesta sexta-feira, dia 30, no Centro Cultural da Univates. Após apresentação de uma parte do making of do filme 'O Tempo e o Vento', a jornalista e apresentadora Gabriela Quevedo conduziu o bate-papo com os convidados, auxiliada pela professora da Univates, a pós-doutora Rosane Cardoso.

O ator contou sua trajetória desde a época em que fazia natação e teve de optar por se profissionalizar no esporte ou construir uma carreira, ao que ele optou por cursar Economia. 'Meu sonho era ser gerente de banco. Comecei a fazer teatro para vencer minha timidez e poder lidar com o público que eu iria atender. Um dia, uma professora de teatro me ligou no meio de uma aula de cálculo enquanto eu estava derivando alguma coisa e insistiu que eu fizesse um teste para a novela Malhação. Não queria fazer o teste, mas acabei passando e ao final da minha primeira cena tive algo como uma revelação de que era isso que eu queria', revelou ele.
Questionado pela professora Rosana Cardoso sobre como foi compor personagens tão conhecidos e marcados como Hamlet, que o ator interpretou no teatro, Capitão Rodrigo e Garibaldi, Thiago Lacerda afirmou que o personagem que interpretou no filme 'O Tempo e o Vento' foi o mais assustador. 'Não tive a oportunidade de ter uma formação acadêmica em artes cênicas, então todo meu trabalho é triplicado por eu não ter algumas questões técnicas. Ainda mais nesse caso, em que pode-se dizer que Capitão Rodrigo é o Hamlet da cultura gaúcha', afirmou.

Ao ser perguntado sobre com lida com a crítica, o ator afirmou que nenhuma crítica é maior do que a sua crítica pessoal. 'É cruel quando uma opinião vira uma verdade', afirmou, Em seguida, o ator falou sobre o papel do diretor nas produções teatrais e cinematográficas. 'O diretor precisa alinhar o discurso de todos os atores e fazer com que a produção seja um organismo uniforme', acrescentou.
Na mesma linha, o diretor Diego Müller explicou que algumas vezes os atores não conseguem enxergar o todo da produção e algumas questões técnicas. 'Cabe ao diretor manter a unidade, pois há atores que não contracenam em nenhuma cena de um filme e, mesmo assim, precisam ter uma unidade dramática', afirmou. Ele explicou ainda que em televisão a direção ocorre muito mais em relação ao posicionamento de câmera do que em relação à atuação, já que isso deve ser realizado previamente.
Entre o público presente, Alessandra Ritter e Odirlei Stffler aproveitaram o evento para conhecer o Centro Cultural. 'Acompanhamos o trabalho do Thiago Lacerda e esta foi uma boa oportunidade de conhecer o Centro Cultural', afirmaram. O evento faz parte da programação de inauguração do Centro Cultural.
Entrevista coletiva
Em uma entrevista coletiva realizada com a presença de veículos de comunicação da região na tarde desta sexta-feira, dia 30, o ator Thiago Lacerda definiu como comovente o Centro Cultural Univates. 'Fico pensando nas ideias que podem aflorar aqui, transformando, de repente, este espaço em um centro de referência artística, pois poucos teatros no Brasil têm o que eu vi aqui hoje', afirmou. Presente à entrevista, o reitor da Univates, Ney José Lazzari, afirmou que o ator estava sonhando em cima de um sonho da Instituição. Produzido peças teatrais, o ator manifestou sua vontade em trazer seus espetáculos para o espaço recém-inaugurado da Univates.

Fonte: Folha do Mate

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